Mostrando postagens com marcador Literatura. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Literatura. Mostrar todas as postagens

sábado, 13 de novembro de 2010

Parnasianismo


Nas últimas décadas do século XIX, a literatura brasileira abandonou o sentimentalismo dos românticos e percorreu novos caminhos.
Na prosa, surgiu o Realismo/Naturalismo e na poesia, o Parnasianismo e Simbolismo.
Os poetas parnasianos achavam que alguns princípios adotados pelos românticos (linguagem simples, emprego da sintaxe e vocabulário brasileiros, sentimentalismo, etc) esconderam as verdadeiras qualidades da poesia. Então, propuseram uma literatura mais objetiva, com um vocabulário elaborado (às vezes, incompreensível por ser tão culto), racionalista e voltada para temas universais.
A inspiração nos modelos clássicos, ajudaria a combater as emoções e fantasias exageradas dos românticos, garantindo o equilíbrio que desejavam.
Desde a década de 1870, as idéias parnasianas já estavam sendo divulgadas.
No final dessa década, o jornal carioca “Diário do Rio de Janeiro” publicou uma polêmica em versos que ficou conhecida como “Batalha do Parnaso”. De um lado, os adeptos do Realismo e Parnasianismo, e, de outro os seguidores do Romantismo.
Como conseqüência, as idéias parnasianas e realistas foram amplamente divulgadas nos meios artísticos e intelectuais do país.
O marco inicial do Parnasianismo brasileiro foi em 1882 com a publicação de “Fanfarras” de Teófilo Dias.
PRINCIPAIS AUTORES E OBRAS
OLAVO BILAC (16/12/1865 – 28/12/1918)
Tentou estudar medicina e advocacia, porém abandonou as duas carreiras por gostar mais de artes plásticas.
Além de poesias, ele também escreveu crônicas e comentários, inicialmente publicados em jornais e revistas.
Foi inspetor escolar, secretário da Liga de Defesa Nacional, jornalista, tomou parte na fundação da Academia de Letras e foi sócio correspondente da Academia das Ciências de Lisboa.
Trabalhou muito pelo ensino cívico e pela defesa do país.
Expressou seu mundo interior através de uma poesia lírica, amorosa e sensual, abandonando o tom comedido do Parnasianismo.
Olavo Bilac criou uma linguagem pessoal e comunicativa, não ficando limitado às idéias parnasianas.
Por causa disso, ele é considerado um dos mais populares escritores de sua época.
Escreveu: “A sesta de Nero”, “O incêndio de Roma”, “O Caçador de Esmeraldas” “Panóplias”, “Via Láctea”, “Sarças de fogo”, “As viagens”, “Alma inquieta”, “Tarde” (publicada após a sua morte, em 1919), etc
.
ALBERTO DE OLIVEIRA (1857 – 1937)
Um dos mais típicos poetas parnasianos.
Suas poesias se caracterizam por um grande preciosismo vocabular. Possui características românticas, porém é mais contido e não tão sentimental como os românticos.
Obras: “Canções Românticas”, “Meridionais”, “Sonetos e Poemas”, “Versos e Rimas”.
RAIMUNDO CORREIA (1860 – 1911)
A visão negativa e subjetiva que tinha do mundo deu um certo tom filosófico à sua poesia, embora apenas superficialmente.
Poemas:” Plenilúnio”, “Banzo”, “A cavalgada”, “Plena Nudez”, “As pombas”.
Livros: “Primeiros Sonhos”, “Sinfonias”, “Versos e Versões”, “Aleluias”, “Poesias”.
VICENTE DE CARVALHO (1866 – 1924)
Apesar do rigor com a forma, ele não possui características parnasianas, pois não abandonou a expressão lírica e sentimental do romantismo.
Obras: “Ardentias”, “Relicário”, “Rosa, rosa de amor”, “Poemas e canções”.
Olavo Bilac, Alberto de Oliveira e Raimundo Correia formavam a “Tríade Parnasiana”.
CARACTERÍSTICAS DO PARNASIANISMO
- Preocupação formal
- Comparação da poesia com as artes plásticas, principalmente com a escultura
- Referências a elementos da mitologia grega e latina
- Preferência por temas descritivos (cenas históricas, paisagens)
- Enfoque sensual da mulher (davam ênfase na descrição de suas características físicas)
- Habilidade na criação dos versos
- Vocabulário culto
- Objetivismo
- Universalismo
- Apego à tradição clássica

By: Fillipe Góes e Thiago Paiva

Simbolismo

Introdução

            O simbolismo foi um movimento que se desenvolve nas atres plásticas, teatro e literatura. Surgiu na França, final do século XVX, em oposição ao naturalismo e ao realismo.



Características do Simbolismo
1- Ênfase em temas místicos, imaginários e subjetivos.
2- Caráter Individualista
3- Desconsideração das questões sociais abordadas pelo realismo e naturalismo.
4- Estética marcada pela musicalidade (a poesia aproxima da música).
5- Produção de obras baseadas na intuição, descartando a lógica e a razão.
6- Utilização de recursos literários como, por exemplo, a alteração (repetição de um fonema consonantal) e assonância (repetição de fonemas vocálicos)


Subjetivismo

            Os simbolistas tiveram maior interesse pelo particular e individual do que pela visão mais geral. A visão objetiva da realidade não desperta mais interesse, e sim está focalizada sob o ponto de vista de um único indivíduo. Dessa forma, é uma poesia que se opõe à poética parnasiana e se reaproxima da estética romântica, porém mais do que voltar-se para o coração, os simbolistas procuram o mais profundo do "eu", buscando o inconsciente, o sonho.




Musicalidade

            A musicalidade é uma das características mais destacadas da estética simbolista, segundo o ensinamento de um dos mestres do simbolismo francês, Paul Verlanie, qu em seu poema "Art Poétique", afirma: "De la musique avant taute chose..." ("A música antes de mais nada...") para conseguir aproximação da poesia com a música, os simbolistas lançaram mão de alguns recursos, como por exemplo a alteração que consiste na repetição sistemática de um mesmo fonema consonantal e a assonância, caracterizada pela repetição de fonemas vocálicos.




Transcendentalismo

            Um dos princípios básicos dos simbolistas era sugerir através das palavras sem nomear objetivamente os elementos da realidade. Ênfase no imaginário e na fantasia. Para interpretar a realidade, os simbolistas se valem da intuição e não da razão ou da lógica. Preferem o vago, o indefinido ou inpreciso.


2. CARACTERÍSTICAS DO SIMBOLISMO 
a) Misticismo e espiritualismo – A fuga da realidade leva o poeta simbolista ao mundo espiritual. É uma viagem ao mundo invisível e impalpável do ser humano. Uso de vocabulário litúrgico: antífona, missal, ladainha, hinos, breviários, turíbulos, aras, incensos. 
b) Falta de clareza – Os poetas achavam que era mais importante sugerir elementos da realidade, sem delineá-los totalmente. A palavra é empregada para ter valor sonoro, não importando muito o significado. 
c) Subjetivismo – A valorização do “eu” e da “irrealidade”, negada pelos parnasianos, volta a ter importância. 
d) Musicalidade – Para valorizar os aspectos sonoros das palavras, os poetas não se contentam apenas com a rima. Lançam mão de outros recursos fonéticos tais como: 
Aliteração – Repetição seqüencial de sons consonantais. A seqüência de palavras com sons parecidos faz que o leitor menospreze o sentido das palavras para absorver-lhes a sonoridade. É o que ocorre nos versos seguintes, de Cruz e Sousa: 

Vozes veladas, veludosas vozes, 
Volúpia dos violões, vozes veladas, 
Vagam nos velhos vórtices velozes, 
(Violões que Choram) 

Assonância – É a semelhança de sons entre vogais de palavras de um poema. 

e) Sinestesia – Os poetas, tentando ir além dos significados usuais das palavras, terminam atribuindo qualidade às sensações. As construções parecem absurdas e só ganham sentido dentro de um contexto poético. Vejamos algumas construções sinestésicas: som vermelho, dor amarela, doçura quente, silêncio côncavo. 

f) Maiúsculas no meio do verso – Os poetas tentam destacar palavras grafando-as com letra maiúscula. 

g) Cor branca – Principalmente Cruz e Sousa tinha preferência por brancuras e transparências. 





Você vai querer ler !




Principais autores do simbolismo

Cruz e Souza -
obras: Tropas e Fantasias
           Missal e Bróqueis (poesia)
           Evocação (prosa)